A Câmara Municipal de Ponte da Barca teve a amabilidade de me enviar o símbolo do Munícipio, o qual vai passar a fazer parte da minha capa de estudante do INUAF. O meu agradecimento pela cordialidade e pelo facto de tentarem preservar as ligações à terra.
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sábado, 31 de janeiro de 2009
domingo, 30 de novembro de 2008
Interessante...
"No 2º Congresso Transfronteiriço de Cultura Celta
Defendida origem ibérica dos celtas britânicos e irlandeses
Teve lugar, nos dias 7 e 8 do corrente mês, em Ponte da Barca, o 2º Congresso Transfronteiriço de Cultura Celta.
O evento, que trouxe até nós vários investigadores portugueses e espanhóis, pretendia, na sequência da anterior edição, contribuir para o estudo e preservação da herança celta no noroeste peninsular.
No dia 7, decorreu, à noite, um espectáculo de música celta, no Auditório Municipal.
Sábado, dia 8, no mesmo local, foi altura da apresentação de comunicações e debate.
Na sessão de abertura, intervieram Vassalo Abreu, presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Alfredo Dinis, Director da Faculdade de Filosofia (Braga) da Universidade Católica Portuguesa, e Fátima Lobo, presidente da Comissão Científica do Congresso.
Nas suas intervenções, relevaram o alcance da iniciativa pelo seu contributo para o estudo científico da presença celta.
O primeiro painel – “Património de Ponte da Barca” - teve uma baixa de peso com a ausência de Martinho Baptista. Notou-se, aliás, que a intervenção de Barreto Nunes (Memória do Achamento do Menir da Ermida) havia sido preparada no pressuposto da complementaridade com a comunicação a apresentar por Martinho Baptista. Pareceu-nos ter sido dos painéis menos bem conseguidos do Congresso, pouco contribuindo para os objectivos a que se propunha.
No painel “Rotas do Sagrado”, apresentaram comunicações Nieves Herrero Pérez, da Universidade de Santiago de Compostela, e Luís Silva Pereira, da Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa.
Seria no painel “Mitologia Celta”, que contou com as participações de Fernando Alonso Romero (Universidade de Santiago de Compostela) e Raimon Saimero (Director do Instituto de Estudos Celtas – Espanha) que este último defenderia uma das teses que marcaram o Congresso – a origem ibérica dos celtas britânicos e irlandeses, fundamentando a sua posição em estudos de genética elaborados por Bryan Sykes, catedrático de Genética Humana da Universidade de Oxford, e nas suas próprias investigações em torno de topónimos celtas terminados em “briga”, cuja maior concentração se verifica na Península Ibérica e, particularmente, no território que, actualmente, corresponde ao Minho e Galiza.
No painel “Cultura e Desenvolvimento”, as comunicações foram apresentadas por José Escaleira (Instituto Politécnico de Viana do Castelo) e Maria Diogo (Universidade Lusíada – Porto).
Os quatro painéis constantes do programa foram moderados por Manuel Joaquim Pereira, Jaime Ferreri, João Pedro Gonçalves e José Gama.
A encerrar o Congresso, procedeu-se à entrega de prémios a alunos de escolas do concelho participantes no concurso “Conhecer, Preservar e Inovar”.
Durante os dois dias de realização do evento, diversas artérias da vila sustentaram topónimos celtas.
Segundo fonte da organização por nós contactada, as comunicações apresentadas serão, como já aconteceu com a edição anterior, brevemente publicadas."
Via O Povo da Barca.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Ponte da Barca
Eu sou natural do concelho de Ponte da Barca, da freguesia de Paço Vedro de Magalhães. Segue um breve trecho sobre o concelho.
Ponte da Barca é uma vila portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e subregião do Minho-Lima, com cerca de 2 300 habitantes.
É sede de um município com 184,76 km² de área e 12 909 habitantes (2001), subdividido em 25 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Arcos de Valdevez, a leste pela Espanha, a sul por Terras de Bouro e Vila Verde e a oeste por Ponte de Lima.
O concelho recebeu foral de D. Teresa em 1125.
Alguns dados do Concelho:
Área: 184,76 km²
População: 12 909 hab. (2001)
Densidade populacional: 70 hab./km²
Número de freguesias: 25
Fundação do município(ou foral): 1125
Região: Norte
Sub-região: Minho-Lima
Distrito: Viana do Castelo
Antiga província: Minho
Orago: São João Baptista
Feriado municipal: 24 de Agosto
Código postal: 4980
Sítio oficial: http://www.pontedabarca.com.pt
Fonte: Wikipédia.
Ponte da Barca é uma vila portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e subregião do Minho-Lima, com cerca de 2 300 habitantes.
É sede de um município com 184,76 km² de área e 12 909 habitantes (2001), subdividido em 25 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Arcos de Valdevez, a leste pela Espanha, a sul por Terras de Bouro e Vila Verde e a oeste por Ponte de Lima.
O concelho recebeu foral de D. Teresa em 1125.
Alguns dados do Concelho:
Área: 184,76 km²
População: 12 909 hab. (2001)
Densidade populacional: 70 hab./km²
Número de freguesias: 25
Fundação do município(ou foral): 1125
Região: Norte
Sub-região: Minho-Lima
Distrito: Viana do Castelo
Antiga província: Minho
Orago: São João Baptista
Feriado municipal: 24 de Agosto
Código postal: 4980
Sítio oficial: http://www.pontedabarca.com.pt
Fonte: Wikipédia.
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
Porquê o meu Orgulho em ser Nortenho.
Segue abaixo um excelente texto que me foi enviado por mail pela Mary, o qual publico pois como nortenho que sou tenho orgulho em ouvir e ler opiniões de pessoas alheias à zona.
"O Norte é mais Português que Portugal.
Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias.
de Miguel Esteves Cardoso
Primeiro, as verdades. O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas. Mais verdades. No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente. No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.
O Norte é feminino. O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco dourado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso. As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam.. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade.
Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos? "
E isto foi escrito por uma pessoa que não tem raízes nortenhas daí ser mais propensa à isenção.
Um Abraço e bom fim-de-semana,
"O Norte é mais Português que Portugal.
Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias.
de Miguel Esteves Cardoso
Primeiro, as verdades. O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas. Mais verdades. No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente. No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.
O Norte é feminino. O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco dourado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso. As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam.. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade.
Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos? "
E isto foi escrito por uma pessoa que não tem raízes nortenhas daí ser mais propensa à isenção.
Um Abraço e bom fim-de-semana,
Pedro Gonçalves.
quinta-feira, 7 de setembro de 2006
terça-feira, 4 de julho de 2006
Férias
Estou mesmo a precisar de férias, pois sinto-me cansado e psicológicamente na mó de baixo, devem ser os efeitos de estar quase à um ano sem férias. Ainda falta um mês e tal, só lá para meados de Agosto, mas já esteve mais longe. Vou para Ponte da Barca para descansar e visitar quem por lá ficou.
Um Abraço,
Pedro Gonçalves.
Tags: Férias, Ponte da Barca, Agosto.
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sexta-feira, 23 de junho de 2006
"Quadras à Barca"
Ponte da Barca é do Minho,
Deste Minho Encantador!
Onde há flores, pão e vinho
P´ra todos seja quem for!
Tem no Alpendre da Praça,
No secular Pelourinho,
Os marcos fieís da traça
Das velhas terras do Minho.
Fê-la assim a natureza
Pequenina, donairosa!
Ai quanta graça e beleza
Contém um botão de rosa!
Tal como a mulher bonita,
Envolta de singeleza,
Mesmo vestida de chita
A Barca é uma princesa!
Deste Minho Encantador!
Onde há flores, pão e vinho
P´ra todos seja quem for!
Tem no Alpendre da Praça,
No secular Pelourinho,
Os marcos fieís da traça
Das velhas terras do Minho.
Fê-la assim a natureza
Pequenina, donairosa!
Ai quanta graça e beleza
Contém um botão de rosa!
Tal como a mulher bonita,
Envolta de singeleza,
Mesmo vestida de chita
A Barca é uma princesa!
Manuel Parada in " Pegadas do meu caminho"
Memórias da minha linda terra Ponte da Barca.
Um Abraço e bom fim-de-semana,
Pedro Gonçalves.
Tags: Ponte da Barca; Barca; Manuel Parada.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
Imagens Ponte da Barca
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